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Como planejar os gastos de uma obra?

O gráfico 1 apresenta um exemplo do Plano de Equilíbrio de Previsão de Gasto Mensal em ação. O Plano reduziu uma previsão de desembolso mensal de R$ 61 mil para R$ 31 mil, evitando um excesso planejado de R$ 30 mil de gasto em um único mês de obra.

Plano de Equilíbrio de Previsão de Gasto Mensal

Nos meses 5 e 6 seria alto o risco de parada da construção por falta de recursos financeiros para continuar a obra. O plano de equilíbrio diminuiu esse risco transferindo para outros meses parte do excesso concentrado em dois meses.

Tabela de Dados Abrangente para Indexação Técnico-Financeira

Relatório Analítico Consolidado de Desembolso Técnico
Período Evaluado Modelo Tradicional Sem Plano (R$) Modelo Otimizado Com Plano de Equilíbrio (R$)
Mês 112.644,9732.230,90
Mês 222.474,0233.115,62
Mês 318.237,5431.535,97
Mês 439.394,6829.692,36
Mês 561.440,5531.757,36
Mês 658.877,8430.545,46
Mês 726.192,4631.130,73
Mês 812.351,2931.604,95

Gráfico 1: Para o 5º mês de realização, o Plano de Equilíbrio reduziu em R$ 30 mil o valor previsto para pagamento de gasto da obra.

Uma vantagem do Plano de Equilíbrio é que ele retira os excessos da previsão de gasto mantendo aspectos importantes do projeto da construção:

Como planejar os pagamentos de uma obra financiada?

O planejamento financeiro de uma obra deve ter como prioridade evitar a interrupção dos trabalhos por falta de dinheiro. No caso de uma construção financiada por uma instituição bancária, o Plano de Equilíbrio oferece essa proteção organizando os pagamentos de forma que seus valores mensais previstos apresentem pouca variação.

Toda obra financiada enfrenta um desafio: os prazos para pagar materiais de construção e mão de obra vencem antes de o banco liberar a parcela do financiamento esperada para cobrir essas despesas. Esse desencontro entre o dinheiro que é gasto e o que é recebido é comum em obras financiadas. Mas, se não for controlado, pode colocar a saúde financeira da obra em risco. Por exemplo, no gráfico 1, no quinto mês de uma obra, os pagamentos previstos serão de R$ 61.440,55, enquanto o repasse do financiamento será de R$ 31.515,71. Isso significa que serão necessários mais R$ 29.924,84 para quitar todos os compromissos financeiros da obra. Um empréstimo emergencial desse valor pode desestabilizar as finanças pessoais do assalariado responsável pelos pagamentos da obra.

Tabela A — Maior Necessidade Financeira no Mês 5 (Sem o Plano de Equilíbrio)
Quantia (Mês 5) Valor (R$)
Pagamentos previstos da obra R$ 61.440,55
Repasse esperado do financiamento R$ 31.515,71
Necessidade de dinheiro adicional R$ 29.924,84

Para atenuar esse risco, o Plano de Equilíbrio reorganiza a estimativa de despesa mensal de execução das etapas construtivas, procurando uniformizar o gasto mensal previsto da obra. Quando esse gasto fica mais regular, as regras do financiamento passam a coordenar os repasses projetados com os desembolsos mensais esperados. Consequentemente, diminui a diferença previsível entre pagamentos e recebimentos. Exemplo: no gráfico 1 o Plano muda a previsão de gasto no mês 5 para R$ 31.757,36 e aproveita uma regra de valor de repasse para baixá-lo até R$ 23.753,89. Isso significa uma necessidade de R$ 8.003,47 adicionais para quitar todos os compromissos financeiros da obra no mês 5. Essa complementação deveria ser mais que o triplo se o Plano não fosse aplicado.

Tabela B — Menor Necessidade Financeira no Mês 5 (Com o Plano de Equilíbrio)
Quantia (Mês 5) Valor (R$)
Previsão de gasto equilibrado R$ 31.757,36
Repasse no caso de equilíbrio da previsão de gasto R$ 23.753,89
Necessidade de dinheiro adicional R$ 8.003,47

Esse exemplo mostra que quando as despesas de construção ficam mais regulares, menos dinheiro de fora do financiamento é preciso para continuar a obra. Além disso, quanto menor for essa quantia extra, maior será a facilidade de consegui-la. Assim, haverá maior segurança financeira na execução do projeto, o que é uma condição fundamental para a obra continuar, sem parar, até o seu término.

Entendendo o Risco e a Segurança da Obra Financiada

Qual é o risco na prática da obra?

Imagine uma aplicação em caderneta de poupança: é esperado que ela tenha um rendimento mensal, mas o seu valor exato muda todo mês. Em uma construção civil, há incerteza parecida, mas é sobre outro valor. Exemplo: o engenheiro pode prever um gasto de R$ 61 mil no quinto mês de uma obra, mas, se o cimento ou o tijolo subirem de preço nesse mês, essa despesa pode aumentar para R$ 62 mil. Risco é essa incerteza de que o planejado será o que realmente acontecerá. Se houver muita incerteza em um planejamento, seu risco será grande; se for pouca, será pequeno. Por outro lado, segurança é o inverso de risco: se um risco diminui, a segurança aumenta; aumento de risco significa menor segurança.

No gráfico 1, as barras verdes são quase do mesmo tamanho, enquanto os das vermelhas variam muito. Isso significa que, com o Plano de Equilíbrio, as previsões de gastos estarão uniformizadas, com seus valores dentro de uma faixa mais controlada, sem excessos. Estas previsões que pouco variam de um mês para outro diminuem o risco de o responsável pelos pagamentos da obra ficar sem dinheiro para cumprir este compromisso.

Como uma obra financiada corre o risco de não ficar pronta?

Para liberar o dinheiro do financiamento, o banco exige que o construtor siga um calendário especial chamado "cronograma". O problema é que o planejamento comum do calendário prevê gastos muito altos em alguns meses e muito baixos em outros. Se os preços dos materiais de construção subirem em um mês em que o gasto plenejado já é alto, a despesa pode ultrapassar o limite de crédito da pessoa que paga as contas da construção. Se isso acontecer, por causa da falta de dinheiro suficiente, alguma parte da obra não será feita.

Exemplo: Um cronograma é feito em janeiro e prevê a aquisição em julho de três janelas com preço individual de R$ 700,00. A obra inicia em abril, e prossegue até julho começar, quando as janelas devem ser adquiridas. Nessa ocasião, o preço individual de uma janela é R$ 830,00. Se não houver dinheiro suficiente para comprar e colocar três janelas, pois encareceram, mas houver para duas, duas serão adquiridas e colocadas, ficando uma terceira para depois.

O perigo da obra incompleta

Se parte de uma construção financiada não for feita quando o cronograma previu, começa um problema de difícil solução:

O bloqueio forma uma situação sem saída: a obra está incompleta porque não há dinheiro suficiente, e não há dinheiro suficiente porque a obra está incompleta. Prevenir essa situação é muito mais fácil do que tentar resolvê-la depois de ela acontecer.

A solução: Equilibrar para controlar

Uma prevenção efetiva contra o risco da falta de dinheiro é providenciar que o gasto previsto de cada mês seja parecido com o do mês anterior. O Plano de Equilíbrio faz exatamente isso: para equilibrar as previsões, ele eleva os menores gastos previstos, mas abaixa os maiores, que são os que poderiam causar falta de dinheiro se continuassem excessivos. No gráfico 1, as barras verdes mostram que os gastos planejados podem se tornar regulares, diminuindo o risco de a obra ficar incompleta.

Conclusão:

Ao usar o Plano de Equilíbrio, há quatro vantagens:

Quer entender mais detalhes de risco financeiro?

Preparamos uma análise técnica e detalhada, mas acessível, desse tema para quem desejar compreender os detalhes das regras específicas que afetam, e como afetam, o bolso de quem financia a construção da casa própria, .

Fica aqui a sugestão de continuar a leitura da apresentação do Plano de Equilíbrio. Após terminar a leitura, se desejar se aprofundar, você poderá acessar este conteúdo completo a qualquer momento.

Acessar a análise detalhada de riscos financeiros

Uma Aplicação do Plano de Equilíbrio

Clique nas seguintes indicações para verificar todos os valores financeiros da aplicação do Plano de Equilíbrio mostrada no gráfico 1 .

Benefícios do Equilíbrio de Previsão de Gasto Mensal

A Origem do Plano de Equilíbrio e o seu Idealizador

Como Coordenar Pagamentos e Recebimentos de Dinheiro

A motivação para criar o Plano nasce da observação do dia a dia: o planejamento dos gastos de uma obra financiada é realizado, na maioria das vezes, de uma forma que pouco explora as possibilidades de coordenar as entradas e as saídas de dinheiro.

Consequentemente, os gastos planejados raramente estão alinhados com os repasses das parcelas do financiamento.

Entretanto, para preservar o seu equilíbrio financeiro, o tomador do empréstimo precisa conciliar gastos previstos e repasses esperados, tanto em valor quanto no momento em que ocorrem.

Para resolver essa questão, o idealizador do Plano desenvolveu uma solução que une a tradição da engenharia à inteligência automatizada em forma de algoritmo.

A união da Engenharia com a Inteligência dos Algoritmos

O Plano de Equilíbrio de Gasto Previsto Mensal de Obra foi elaborado por um profissional que é engenheiro e domina o desenvolvimento de algoritmos e a programação de computadores.

Após identificar a causa das limitações dos métodos tradicionais de planejamento de gasto em construção civil, ele criou uma solução específica para este problema.

A base dessa solução é um algoritmo inovador, pois seu raciocínio básico é simples: se está previsto um gasto de R$ 60 mil em um mês e R$ 20 mil no seguinte, seria possível ajustar o financiamento das etapas da obra para haver um gasto próximo de R$ 40 mil em ambos os períodos?

O algoritmo explora diversas combinações de previsão de gastos e dos repasses correspondentes que são definidas pelas regras do financiamento. Durante essa análise, o algoritmo examina qual delas proporciona o equilíbrio financeiro mais favorável a quem cuida das finanças da obra. Devido à velocidade do computador, a execução dessa tarefa é muito mais rápida do que em uma consultoria tradicional, o que levaria horas de trabalho se fosse feito manualmente.

Como a Tecnologia Funciona

O algoritmo opera com três informações básicas fornecidas pelo organizador do cronograma da obra:

  • 💰 O valor planejado para cada etapa construtiva (paredes, telhado, acabamento, etc.);
  • 🟢 O mês previsto de início de cada etapa.
  • 🔴 O mês previsto de conclusão de cada etapa;

Com esses dados, o computador calcula como dividir o orçamento de cada etapa entre os meses de sua execução. Em geral, essa distribuição escolhe diferentes valores de despesa da etapa para cada mês. No entanto, é justamente essa despesa irregular mensal que, ao se unir às irregulares de outras etapas, irá equilibrar o valor mensal do gasto previsto da obra — que é a soma das despesas de todas as etapas executadas em um mês. Nesse caso, dizemos que há equilíbrio porque existe pouca diferença entre o gasto previsto da obra de qualquer um dos meses e o dos outros.

Devido às regras do financiamento bancário, esse equilíbrio traz benefícios ao tomador de empréstimo: coordena os valores de gastos e repasses, previne grandes variações de gasto previsto entre os meses e reduz o risco de precisar recorrer a empréstimos emergenciais.

Como a Automação Faz a Diferença

O uso de um algoritmo inteligente como assistente de planejamento garante:

  • Capacidade de Trabalho: Possibilita atender múltiplos projetos simultaneamente sem perda de qualidade, graças à rapidez do computador no processamento dos dados.
  • Precisão: Os ajustes da velocidade de gasto de dinheiro nas etapas são fundamentados na matemática, eliminando erros humanos nos cálculos necessários.
  • Qualidade Padronizada: O planejamento utiliza a mesma tecnologia e aplica o mesmo conhecimento especializado tanto em uma obra pequena quanto em um grande empreendimento.

Nossa Missão

O êxito do algoritmo é uma prova sólida de que a tecnologia pode elevar o padrão da gestão financeira na construção civil.

Assim, oferecemos mais do que um simples plano: reforçamos a sua confiança de que o investimento na obra será aplicado com os valores adequados e nos momentos certos.

Passo a Passo para Equilibrar o Gasto Mensal Previsto de sua Obra

1. Entender a Obra

Você envia o cronograma inicial contendo o orçamento e os prazos de início e término de cada etapa da obra. Estas informações são preparadas pelo seu engenheiro ou construtora e servem como base para construir o plano.

2. Analisar Despesas e Gargalos

O objetivo desta atividade é detectar com antecedência as dificuldades financeiras que poderiam ocorrer. Calculamos e analisamos as projeções de gasto mês a mês. A análise identifica quando elas poderiam ter valor maior que o do crédito liberado pelo banco. Situações assim são arriscadas pois podem comprometer seu equilíbrio financeiro pessoal.

3. Equilibrar com Inteligência

Para prevenir riscos, repartimos de forma inteligente o orçamento de cada etapa da obra entre os meses de sua realização. A forma dessa reorganização equilibra os gastos esperados. Devido ao equilíbrio, a movimentação de dinheiro para a construção passa a ser regular e sustentada.

4. Apresentação do Diagnóstico

Enviamos um diagnóstico financeiro detalhado que aponta com exatidão os meses de maior risco de falta de dinheiro, as possibilidades de redução de excessos em gastos previstos e o valor do investimento necessário para o desenvolvimento do plano de equilíbrio completo.

5. Entregar o Plano Mensal

Se você aprovar o diagnóstico e concordar com o investimento, entregamos o guia de gasto mensal ideal por etapa da obra. É um documento que serve como roteiro de administração financeira da obra. Fornece a informação apta para você e o engenheiro decidirem quais ajustes no cronograma inicial serão financeiramente adequados e viáveis tecnicamente.

Termos de Serviço

Estes termos de serviço atribuem a designação "cronograma preliminar" ao cronograma físico-financeiro preparado pelo tomador de financiamento de construção ou pelo engenheiro responsável pela obra. Os termos também atribuem a denominação abreviada "plano" ao Plano de Equilíbrio de Previsão de Gasto Mensal ou à prestação do serviço de elaboração deste planejamento.

O plano é um instrumento de planejamento financeiro. O plano transforma um cronograma preliminar em um outro cronograma em que os gastos mensais previstos são equilibrados. A transformação feita pelo plano preserva integralmente as orientações do cronograma preliminar sobre os prazos, as ordens de execução e os orçamentos previstos das etapas construtivas, limitando-se a redistribuir o ritmo de execução financeira dessas etapas entre meses distintos.

Objetivo: Gestão de Risco Financeiro

A meta principal do plano é a elaboração de um cronograma físico-financeiro de construção que preserva a liquidez do tomador de empréstimo para construção residencial durante os meses de execução da obra.

Esse período representa a exposição máxima do tomador de financiamento ao risco: os desembolsos com mão de obra e materiais de construção são exigíveis a curto prazo, enquanto o repasse dos recursos bancários depende da confirmação do progresso da obra pactuado em contrato.

Riscos de Obra e Ausência de Garantias

A execução de qualquer obra civil está sujeita a imprevistos, tais como acidentes, mudanças de projeto, insuficiência ou deficiência de materiais, intempéries e não conformidades técnicas na execução. O plano não se propõe a evitar, reduzir ou contrabalançar tais eventos ou seus respectivos impactos.

Limitações Técnicas

O plano possui caráter meramente orientativo: apenas informa a o valor de execução financeira de etapas construtivas que mais atenuaria um risco financeiro específico de obra financiada por instituição bancária.

Não há garantia de viabilidade técnica para a efetivação total ou parcial das recomendações do plano para o progresso de execução financeira das etapas construtivas.

Cabe exclusivamente ao tomador do empréstimo e ao responsável técnico pela obra avaliar a adequação financeira e a viabilidade técnica das recomendações do plano, considerando o contexto amplo em que a construção estiver inserida.

Quaisquer alterações no cronograma preliminar que visem a reproduzir, no todo ou em parte, as recomendações do plano devem ser previamente aprovadas pelo responsável técnico da construção.

Responsabilidade Técnica

O plano não substitui, não exclui nem modifica a responsabilidade técnica do engenheiro que coordena a execução da obra.

Comunicação

O contato para envio do cronograma preliminar ao prestador de serviço bem como todo contato efetuado posteriormente é feito exclusivamente por mensagem de correio eletrônico ou, alternativamente, texto ou voz de WhatsApp. Este protocolo alia a agilidade de transmissão de informação e o registro permanente de toda a comunicação para ambas as partes com praticidade.

Há total liberdade para solicitar esclarecimentos ou detalhes adicionais sobre o serviço. Essas consultas não implicam qualquer expectativa ou obrigação de contratação.

Não há restrições quanto ao assunto da comunicação com o prestador de serviço; a única condição é que todo intercâmbio de informação seja realizado pelos canais oficiais descritos acima, garantindo um registro permanente que resguarde ambas as partes e comprove todas as informações trocadas.

Retificação de Informações

Caso um cronograma preliminar contenha informação incorreta de orçamento ou de prazos (datas previstas de início e de término) das etapas construtivas, o plano será refeito gratuitamente por uma única vez, desde que tal inconsistência seja comunicada em até 10 dias corridos após a entrega do plano.

Esta concessão aplica-se exclusivamente à readequação com os dados corrigidos da construção civil que corresponder exatamente ao cronograma preliminar.

Nota importante: Antes do início da elaboração do plano, o cronograma preliminar deve informar se em algum mês determinado existe exigência de rapidez física ou financeira de execução de alguma etapa construtiva.

Confidencialidade

Para a elaboração do plano não são solicitados dados bancários, fiscais ou informações individuais de identificação do tomador do financiamento imobiliário ou do engenheiro responsável pela obra.

Todo o planejamento baseia-se exclusivamente no cronograma físico-financeiro da obra, o qual é tratado com estrito sigilo e confidencialidade.

Dúvidas Comuns sobre Financiamento e o Plano de Equilíbrio de Gasto Mensal Previsto

0. O Plano de Equilíbrio aumenta o custo final da minha obra?

Não. O valor total previsto da sua construção permanece exatamente o mesmo.

O Plano reparte entre meses o custo total de forma inteligente. Exemplo: se em um determinado mês o gasto planejado na obra for R$ 60 mil e, no mês subsequente, diminuir para R$ 20 mil, o plano procurará adaptar as despesas das etapas construtivas planejadas destes dois meses. Se esse ajuste for possível, sem mudar o projeto da construção, o Plano fará os dois gastos previstos ficarem com valores equilibrados em torno de R$ 40 mil e a sua soma ser de R$ 80 mil.

O total de gastos previstos não sofre alteração, apenas há diminuição dos valores estimados mais altos e aumento dos mais baixos. As diminuições e aumentos são controlados de forma que os gastos mensais esperados tornam-se similares, eliminando grandes variações destes entre meses distintos

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1. O Plano pode atrasar o término da construção?

Não. Pelo contrário, o plano atua como um aliado no cumprimento rigoroso da data de conclusão.

Na prática, a causa mais comum de paralisações em obras reside na falta de dinheiro para cumprir os compromissos com mão de obra e fornecedores de materiais de construção.

Ao uniformizar os gastos mensais previstos, o plano atenua o risco de interrupção por problemas financeiros, favorecendo o progresso permanente da construção até a data de término esperada.

2. A ordem das etapas construtivas da obra será alterada?

Não. O Plano de Equilíbrio respeita integralmente a sequência lógica das etapas e as boas práticas da engenharia civil.

Se o início de uma etapa depende da conclusão de outra, essa ordem é rigorosamente mantida. O ajuste de cada etapa pelo Plano limita-se a reorganizar a progressão de sua despesa mensal estritamente dentro do período previsto para o seu início e término.

O ajuste promovido em uma etapa pelo plano limita-se a aumentar o progresso da despesa em algum um mês e a diminuir em outro, desde que esses estejam entre aqueles previstos para o início e o término da etapa.

3. O banco aceitaria financiar uma obra com gasto mensal equilibrado?

Sim, aceitaria naturalmente. Não existe qualquer oposição por parte das instituições financeiras quanto ao equilíbrio da previsão de gastos.

Na fase que antecede a liberação do crédito, o banco compara a sua capacidade de pagamento com as projeções mensais de gasto da obra. O equilíbrio atua de forma favorável à aprovação do crédito, pois previne previsão de gasto mensal excessivo que poderia ultrapassar a sua capacidade financeira.

Após a aprovação do empréstimo, o interesse principal do tomador de crédito é obter a liberação contínua e oportuna de cada parcela do financiamento. O Plano de Equilíbrio também atua em seu favor nessa fase, pois alinha a administração da obra com o que o banco exige para liberar cada repasse de financiamento.

Para autorizar um repasse, o banco mede o percentual de progresso físico realizado em cada etapa, desconsiderando o custo financeiro efetivo deste progresso. Essa medição física é o meio que ele emprega para fazer o controle da garantia do financiamento imobiliário exigida pela instituição. O informativo técnico disponível neste link esclarece como o controle transfere risco do banco para o responsável financeiro pela construção, causando desencontro entre o desembolso na obra e o repasse do banco.

O Plano de Equilíbrio de Gasto Mensal foi idealizado para atenuar este desencontro, trazendo mais segurança financeira a quem construir recorrendo a crédito imobiliário condicionado a garantias bancárias.

4. Preciso enviar extratos bancários ou documentos sigilosos?

Não, não precisa.

Para dar início ao serviço, necessitamos unicamente do cronograma físico-financeiro preliminar (uma espécie de planilha orçamentária que o responsável técnico pela obra prepara para apresentação ao banco).

Caso você ainda não disponha deste documento pronto, será suficiente uma listagem simplificada discriminando as etapas pretendidas da obra, as respectivas estimativas de custo e as indicações dos meses previstos para o início e conclusão de cada uma.

Qualquer que seja a forma da informação enviada, será tratada como confidencial.

Os dados requisitados servem apenas para avaliação de risco financeiro da obra, são inúteis para cadastro pessoal, análise patrimonial ou pesquisa de crédito.

Portanto, é desnecessário o envio de documentos fiscais, dados bancários privados ou registros pessoais sigilosos.

5. O valor de cada etapa construtiva (ex: telhado ou piso) permanece o mesmo?

Sim. O valor orçado para cada etapa permanece exatamente o mesmo. O plano apenas reorganiza a forma como esse dinheiro está distribuído entre meses, com o objetivo de equilibrar a previsão de gasto mensal da obra.

Exemplo prático: Se o custo previsto para a cobertura é de R$ 21.951,37, esse orçamento não se altera pela aplicação do plano de equilíbrio. O método apenas sugere uma distribuição mais inteligente dessa projeção entre os meses de execução. Uma possibilidade seria: R$ 15.952,60 em abril, zero em maio e R$ 5.998,77 em junho — valores que somados preservam o total da etapa. Assim, embora as previsões mensais da cobertura possam ficar desequilibradas, o custo total estimado da etapa permanece inalterado. Por outro lado, o equilíbrio da previsão de gasto mensal da obra ainda pode ser alcançado.

Considere, por exemplo, que as previsões de despesa das demais etapas sejam redistribuídas de forma que somem R$ 4.074,40 em abril, R$ 20.000,00 em maio e R$ 14.001,23 em junho, que são quantias também desequilibradas. No entanto, ao combinar essas projeções com as do telhado, a previsão geral da obra passa a ser de exatos R$ 20.000,00 mensais no trimestre, idealmente equilibrados.

6. Quanto custa o serviço?

A remuneração do serviço do Plano de Equilíbrio é uniforme, independente da localização geográfica, do padrão arquitetônico ou da dimensão global do empreendimento.

Nossa proposta contendo o valor exato do serviço é apresentada de forma transparente logo após efetuarmos o diagnóstico preliminar de viabilidade de aumento de segurança financeira da sua obra.

Os honorários são fixados em 8% do valor correspondente à maior redução de despesa mensal prevista viabilizada pelo plano.

Utilizando como exemplo prático o gráfico 1 do nosso portal: o Plano reduziu o extremo previsto de desembolso de R$ 61 mil para uma quantia uniformizada de R$ 31 mil, com uma folga financeira encontrada de R$ 30 mil.

Dessa forma, para o cenário exemplificado pelo gráfico 1, o investimento despendido na assessoria seria de 8% sobre a folga de R$ 30 mil, resultando em um valor único de R$ 2.400,00.

Por outro lado, o benefício real proporcionado vai além de uma possível folga financeira. O serviço mostra ao construtor como prevenir:

  • a incidência de juros de cheque especial;
  • a necessidade de empréstimo bancário emergencial;
  • a imposição de multa contratual por atraso com fornecedor de material de construção;
  • o desgaste pessoal decorrente de uma obra que não progride como esperado;
  • o custo associado à desmobilização e, se houver, posterior remobilização de mão de obra, materiais e equipamentos.

A combinação de um planejamento exequível, maior segurança financeira e uso ótimo de dinheiro provenientes do Plano de Equilíbrio mais do que compensa o investimento aplicado no serviço.

Em resumo: o plano não é o causador de mais uma despesa — é um instrumento de alto rendimento para administração financeira da obra.

7. Quanto tempo demora a elaboração do Plano?

A partir da hora de recebimento dos prazos e orçamentos de etapas da construção, a análise de viabilidade de equilíbrio e o orçamento do serviço são remetidos ao seu e-mail em até 3 dias úteis.

Após a confirmação de aceite e validação dos honorários profissionais, o Plano de Equilíbrio finalizado é transmitido por meio eletrônico em um prazo máximo de até 2 dias úteis.

8. Como fazer o pagamento do serviço?

A liquidação é efetuada em cota única, por meio de transferência eletrônica PIX, que equivalerá à aprovação formal do orçamento técnico.

9. Conseguirei entender o Plano de Equilíbrio mesmo sem ter formação técnica?

Sim! O Plano de Equilíbrio é apresentado de forma simples; não é necessário conhecimento técnico para compreendê-lo. Ele organiza as informações em três tipos de frases.

Veja um exemplo de cada tipo de frase:

  • A construção inicia no mês 1, termina no mês 4, e a estimativa de seu custo total é R$ 192.217,16.
  • A composição do gasto na obra é: R$ 48.054,29 no mês 1; R$ 46.727,17 no mês 2; R$ 50.368,45 no mês 3; e R$ 47.067,25 no mês 4.
  • A etapa construtiva Instalação Hidráulica inicia no mês 2, termina no mês 4 e deve custar R$ 8.317,16. A despesa planejada desta etapa é formada por: R$ 3.495,97 no mês 2, zero no mês 3 e R$ 4.821,19 no mês 4.

Pronto para aplicar o Plano de Equilíbrio à sua obra?

O que você precisa enviar:

Análise preliminar sem compromisso: Envie as informações e receba em até 48 horas uma avaliação detalhada sobre a capacidade de equilibrar o gasto previsto mensal e aumentar a segurança financeira.

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